Não to muito afim de novidade,Fila ou banco do bar
   Um Ano!
Guto Garcia.

Nas fabulas que não li, não posso contar.
Nas que não vivi, não posso lembrar.
Mas hoje sei o que sei.
Naquela noite estávamos embriagados,
Não sei bem se foi por isso, ou não.
Não importa, só sei que vou o dia que alguém escolheu.
Não penso se foi fácil ou não, sei que foi bom.
Noutro dia amanheceu tão bom pra mim,
E nem pude lhe dizer.
Das oito a Cinco nunca pude esquecer.
Mas foi daí que tudo pode florescer.
Nascer, um dia renasci pra ti dizer que posso te amar!


Escrito por Guto às 00h17
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   Bom pessoas, eu não elaborei um poema, pois o que poderia servir como espiração é também de grande ridicularização.
2 de setembro de 2008 o reitor de minha universidade(Universidade Federal de Pelotas/Ufpel) se utilizou do Golpe para se reelejer, de modo covarde no conselho universitario(Consu), tirando dos estudantes e funcionario a possibilidade de fazer essa escolhar. reagimos passificamente com uma manifestação, não permitindo a entrada dos (em sua maioria também covardes) conselheiros. com reeação (se existe essa palavra), abanhamos e recebemos spray de pimenta da policia federal e brigada de pelotas.

Bom, por isso fico por aqui, nos textos, pois a luta não acabou, se ele se mantiver no cargo, serão 4 anos dificeis para ele!

Escrito por Guto às 16h44
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   Texto 11
Guto Garcia

Mais sincero que o apelo do corrupto.
Mais suave que um tiro de canhão.
Mas belo que o apego ao que não há.
Mas quente que o frio.

Só isso nos resume,
O ciúme e a total despreocupação por alguém.
A síndrome de ganhar sem querer saber.
O total descaso pelo que for.
Esse é o nosso maior apego.

Mas apegado que um cigano.
Mais belo que um acidente.
Mais puro que um ladrão.
Maior falta de ar.

Mas assim seguimos, nem sei sé alguém sabe a onde.
Só por ir, por que assim alguém ganha mais...


Escrito por Guto às 12h47
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   Deixa O Verão
Los Hermanos

Composição: Rodrigo Amarante

Deixa eu decidir se é cedo ou tarde
Espere eu considerar
Ver se eu vou assim chique à vontade
Igual ao tom do lugar

Enquanto eu penso você sugeriu
Um bom motivo pra tudo atrasar
E ainda é cedo pra lá
Chegando às 6 tá bom demais
Deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah


Não to muito afim de novidade
Fila ou banco do bar
Considere toda a hostilidade
Que há da porta pra lá

Enquanto eu fujo você inventou
Qualquer desculpa pra gente ficar
E assim a gente não sai
Esse sofá ta bom demais
deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah

E eu digo "cá" entre nós
Deixa o verão pra mais tarde

Uhh.. Ah, ah, aaaah
Uhh.. Ah, ah, aaaah


Escrito por Guto às 17h28
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   Faz Dias!
Guto Garcia

Faz dias que estou assim, meio caído.
Faz dias que não faço, e parece que cada dia tenho menos vontade de fazer.
Talvez não faça, nem sei.
Faz horas que até penso, mas não tenho vontade.
Faz horas que o relógio esta ai, gira, e o tempo não Declina.
Faz tempo que o gelo derrete, mas nunca termina.
Faz dias que chuva caia.
Faz tanto, mas eu não fazia.
Faz, pois eu queria, faz porque eu não mais me sentia.
Faz tempos que você queria, limpo agora, mas não faria.


Escrito por Guto às 20h29
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   Situação anacrônica.
Guto Garcia

Lágrimas que refletem a dor.
Feridas no peito, costas e rosto...
No final a luta pode causar desapego.
Feridas causadas pelo tempo.
Frio e chuva podem queimar.

Mas se ao menos tivesse coragem de gritar
Eu teria o poder de falar mil infernos que passei.
No fogo do frio que senti,
Do cassetete que em meu lombo bateu.
Mas num canto durmo.

O meu problema é que tudo em mim é feio,
Sou sujo, fedo, dizem que sou mau.
Se eu gritasse a todos como sujos eles são,
Preso eu seria!
Por isso calado estou e sempre só.

Nem tenho mais ilusões,
Nem tenho porquês.
No fim sou ignorado,
No fim sou nada, estou numa situação anacrônica,
Estou em outro tempo, outro espaço.
Não vêem, não existo!


Escrito por Guto às 17h53
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Para não Dizer que não Falei de Flôres.
(Geraldo Vandré).
Caminhando e cantando e seguindo a canção
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções.
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Pelos campos a fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão
E acreditam nas flores vencendo canhões.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Há soldados armados, amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão,
Nos quartéis lhes ensinam antigas li ções,
De morrer pela pátria e viver sem razão.
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Somos todos soldados, armados ou não,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais braços dados ou não.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Os amores na mente, as flores no chão,
A certeza na frente, a história na mão,
Aprendendo e ensinando uma nova lição,
Caminhando e cantando e seguindo a canção.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.
Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.



Escrito por Guto às 17h50
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   Generais da Noite.
Guto Garcia

Nos abismos que separam corações torturados pela indiferença do viver.
Nas idas que a vida dá tão repentina que até medo dá.
Nos dias mais escuros, cinzas sem fim.
Tão errados para mim, só um escritor de meias verdade, sem um coração torto para bater.
Mas deixe ser simples, como viver sem crer no fim, sem crer que a solução esta em mim.

A cada morto que vi nas calçadas que passei, fedidas, feridas.
Mas cada vez que penso na tortura de respirar, mais me vem à vontade de sair...
Pra onde... não sei, mas quem sabe o que pensar?
Numa canção de adeus danço torto já pronto pra ir e logo o carnaval esquecerá os dias assim.
Mas sempre voltarão como cães famintos... é assim, sempre igual.
Para mim não tem sentido andar nessa unidade sem um caminho pra ir, seco e feliz.
E os pássaros mortos não cantam tal pressão só.

E assim gritaria para irmos fugir, mas sem som não há fuga para mim.
Então morra qualquer paixão que com a paz não possa dormir.
Mas me desculpas se fiz pensar que tal reclamação fosse para ti.
Mas é que em dias a dias espero pela esperança morta que há aqui,
No peito igual a tantos tolos iguais a mim.
Eu sei que é igual a mim amor, não! Nunca fique assim...
Igual ao seu amor, que de cada crença fez paixão e dor.


Escrito por Guto às 19h43
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   Sou gaúcho de sangue
Guto Garcia

Sou gaúcho de sangue, herança e coração.
Sem trajes ou tolas danças e canções.
Sem criar falsas tradições.
Este sou eu, com o ego suficiente para estes falsos caudilhos.
Tais que querem dizer quem são o que.
Não são merecedores de honrarias,
E talvez nem seus antecessores.
Sou pura fúria, raça, sangue.
E quem olhar feio para meu estilo
Não se esqueça que bota e bombacha é tão gaúcho quanto Pelé é argentino.
Desses tais tradicionalistas só não me dá desgosto poucos,
Homens que só não é mais forte seu amor por essa terra
É seu respeito por outras culturas e expressões.
Homens que realmente sabem o que é cultura e tradição.
Fenômenos tão transitórios, moldáveis, dinâmicos.
Este sou, sempre serei.
Com o rock tenho uma relação de amor,
Com a poesia a da verdade, que mesmo relativa, agora brilha forte.
Então não me venha impor regras com suas siglas,
MTGs, CTGs, ou PCCs.
Pois não serão essas que me dirão o que sou.
Sou um gaúcho roqueiro, de jeans velho e rasgado, que não sabe dançar,
Sem cavalo e sem violão, sem bombacha e sem chimarrão.
(OBS: Para meus amigos tradiçonalistas,eles sabem que são exeção, como varias que tem, mas não creio que se achem no MTG)


Escrito por Guto às 22h04
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   O cara.
Guto Garcia

Com Seu Cigarro, meio ajoelhado.
Num canto encostado na parede,
Olhado pro nada,
Como uma cara hipnotizada.

No meio de tudo,
A espera de nada,
Só sentado, só,
No chão molhado.

Pessoas a todo lá,
Ninguém o vê.
Ele vê ninguém
No meio de tudo, só no nada.

No nada, com seu cigarro, meio ajoelhado,
Num canto encostado na parede,
Olhando pro nada,
Com uma cara suja.

Num mundo sujo,
Patético ele se encontra.
Sem graça na vida,
No meio de todos e no nada.


Escrito por Guto às 21h16
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   Por motivos academicos não terá texto novo esse final-de-semana.

Abraço A todos!

Escrito por Guto às 14h40
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   Tais quereres
Guto Garcia

Tudo morre no mesmo instante que desfaz.
Um instante depois do fim,
Logo após que acaba, vai...
Apos a serenata do adeus.

No momento em que o coração para de bater,
Apertar, doer, sangrar e por fim se agradar ou aceitar.
Na condição vil, não poder crer que nada vai esperar,
Mas se me sinto apertado sem saber o que respirar:
Preocupação, desleixo...

Já não sei o que me espera ou que espero.
Nas trevas do desconhecido navego,
Nas duvidas que me esperam,
Mas ao pensar no que ocorre tão longe
A tal dor de não saber.

Na calma é que não fico,
Na alegria é que não penso,
É nos porquês que nem penso,
Mas não dispenso, tais quereres.


Escrito por Guto às 23h11
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   Super Barato
Cachorro Grande


Super Barato é um herói diferente
Voa sem capa e incomoda muita gente
Salva sua raça da extinção
Salvando as baratas da "DDTtização"

Super Barato
uuuu
Super Barato
uuuu
É viciado em RAID e SBP

Super Barato
uuuu
Super Barato
uuuu
Em breve nos ralos mais pertinho de você

Semana passada sua irmã se passou
Morreu paralisada de overdose de baygon
Ficou ali estirada e o barato não chegou
E assim no fim da vida só restou o rock'n'roll

Super Barato voa sem capa
Salva sua raça
Salvando as baratas

Super Barato
uuuu
Super Barato
uuuu
É viciado em RAID e SBP

Super Barato
uuuu
Super Barato
uuuu
Em breve nos ralos mais pertinhos de você

Escrito por Guto às 22h31
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   Entre mal e benevolência.
Guto Garcia

Sobre campos verdejantes, numa aura de tranqüilidade
Andam indigentes sem cabeça.
Com suas espadas postas e sua raiva pronta.
Com suas asas e demônios na ponta da espada.

Na repetição da destruição, na insolência do fogo,
Que queima e limpa a pureza.
Na cólera de seus donos,
Na prepotência de céu e inferno.

Anjos vingadores e demônios sem alma.
Mas quem é quem ao meio de fogo, aço e pólvora.
A destruição de um, é a benevolência do outro.
E quem são os Titãs, e quem são os Deuses?

Quem invade o inimigo, o agride ou cura suas chagas?
Mata famílias ou protege as suas?
Quem são os anjos?
Quais são os demônios?

Escrito por Guto às 10h34
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   Casa de Poucos
Guto Garcia

Nesse caminho que parece até fúnebre,
Nessas paredes frias,
Num quarto escuro, triste,
Isolado, sem sentido, num silêncio mortal.

Alguns gritos sem sentido, e só.
A solidão devora, a morte se deseja.
A carência se mostra em dura face,
Não se ignora não se deixa

Numa brisa fina, leve.
Parece isolar mais, se distância.
Aos poucos que se tem...
...parecem zumbis, sem mente e caóticos.

É displicente ao caminhar.
Não se quer pensar, apenas passar.
Quebrar a morbidez, mas sem procurar sentido.
Por não ter.


Escrito por Guto às 10h31
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